Imhotep
Se você já assistiu ao filme A Múmia (1999), provavelmente se lembrará dele como um vilão, que amaldiçoa a todos porque não pôde ficar com o seu grande amor, que era esposa do faraó. Sim, o personagem foi inspirado numa figura real, mas o verdadeiro Imhotep fez muito mais.

Para começar, ele exercia diversas funções, se destacando em arquitetura, engenharia, medicina, astronomia e mesmo em filosofia, além de dominar a escrita – o que não era permitido para outros além dos escribas. Eram tantas funções acumuladas que hoje ele é descrito como um dos primeiros polímatas, isto é, aquele que estuda ou/e conhece muitas ciências.
Pirâmide de Djoser
Seu principal e mais famoso feito foi a elaboração da pirâmide mais antiga do mundo, a Pirâmide de Djoser, na necrópole de Saqqara, localizada na antiga Mênfis. A pirâmide foi construída em cima do túmulo do faraó Djoser e possuía, originalmente, 62 metros, com degraus escalonados para que facilitasse a ida do espírito do faraó ao paraíso.
Ele foi vizir do mesmo faraó, cargo de mais alto escalão do Egito Antigo, similar ao de um ministro, atualmente. Também serviu ao filho de Djoser, Sekhemkhet (conhecido como Tireis) e assim como construiu uma pirâmide para o pai, construiu para o filho. O novo túmulo era mais elaborado e maior que o anterior, com sete patamares, medindo 70 metros.
Vida e deificação
Não se sabe detalhadamente sobre sua vida, apenas que atuou entre 2686 a.C. e 2613 a.C. e que era filho de Khreduankh com o arquiteto Kanefer. Posteriormente, foi retratado como filho do deus Ptah – patrono de Mênfis e dos artesãos, escultores, artistas e escribas – com uma mortal.
Suas descobertas e documentações foram tão importantes que, séculos depois de sua morte, por volta do século VI a.C, foi elevado ao status de deus da medicina. Posteriormente, durante o apogeu da cultura grega, sua figura foi vinculada ao deus Asclépio, filho de Apolo, deus do sol, com a mortal Corônis.
Uma curiosidade é que o caduceu é erroneamente associado como símbolo da medicina. Porém, na verdade, é o símbolo do comércio, já que esse era o cetro de Hermes, deus do comércio, da riqueza, viagem, sorte, dos ladrões, rebanhos, entre outros. O verdadeiro símbolo da medicina, de Asclépio, possui apenas uma cobra enrolada na madeira.
Imhotep também possuía um cetro para trabalhar a energia vital das pessoas.

